Há pouco menos de seis meses, Germano chegou nos Estados Unidos com seu visto de trabalho, que o permite ficar até novembro. De forma legal, existe a possibilidade de estender sua estadia em até três anos, fator este que ainda está analisando.
Desde criança o vacariano foi criado indo para o sítio e tendo contato com animais. Isso fez com que ele criasse uma paixão pela pecuária de corte, focando em pastagens, nutrição, produção animal e tudo que envolve o assunto durante sua formação acadêmica.
“Depois de formado, tive a oportunidade, juntamente com meu pai, de abrir minha empresa, a AGB Agroprodutos. Depois de quatro anos trabalhando e fazendo-a crescer no ramo de pequenas máquinas, ferramentas, pecuária e fruticultura, senti que o meio em que eu atuava estava cada vez mais difícil de avançar. Economia em declínio, governo sempre trazendo mais impostos, o agro cada vez mais desafiador. E foi aí que eu parei e pensei: será que é isso que eu quero pelos próximos 20/30 anos? E a resposta foi não!”, relembra ele.
Com o sonho de morar fora do país, Germano pesquisou sobre lugares onde ele poderia atuar na área que tanto ama, que oferecesse qualidade de vida e boa remuneração. “A América une tecnologia na pecuária, sendo um berço genético de raças como Angus e Hereford, tem alto poder de compra e uma cultura country que é muito próxima dos gaúchos. Por isso escolhi viver aqui pelos próximos meses, ou anos, quem sabe. Aqui trabalhamos com, em torno de quatro mil animais, sendo 95% da raça Angus. E eu faço de tudo, desde camperear pelas planícies movendo tropas de gado, em tratores tratando animais, plantando pastos, medicando animais. Quem trabalha em fazenda, não pode escolher o serviço, aqui todo mundo pega junto, desde o dono até o empregado”, explica.
Germano diz que o que mais o impressionou de chegada foi a infraestrutura das cidades. Segundo ele, mesmo em municípios pequenos, como por exemplo Cody, que fica a meia hora da fazenda e que tem apenas dez mil habitantes, tem organização de cidade grande, contando com fast foods, Walmart e grandes marcas, estando preparada para entregar para a população o que há de melhor.
“É preciso evidenciar que, estradas rurais de qualidade fazem toda a diferença. Penso que Vacaria é uma cidade onde a principal atividade é a agropecuária. Portanto, dar atenção para as estradas facilita o dia a dia de quem produz e a qualidade aumenta. Incentivar o turismo rural deveria ser encarado como uma alternativa para trazer mais pessoas e empresas para a nossa cidade”, afirma.
Quando indagado sobre o clima, Germano conta que já pegou sensação de -25°C, com ventos muito fortes, sendo um inverno realmente desafiador.
“Acordar de manhã, fazer um mate, sair de casa e ter neve por todo lado é uma experiência incrível. Ir em um bar minúsculo em Burlington, tocar um violão e fazer amigos americanos não tem preço. Sair para o campo para encontrar chifres de cervos caídos no chão é muito massa. Ver uma vaca parindo um terneiro num fim de tarde é lindo. Pegar a estrada e admirar a paisagem escutando country é uma das melhores sensações que já tive”, completa.
Como chegou há pouco tempo, o turista ainda não conseguiu conhecer muitos dos pontos turísticos que gostaria, mas destaca o Parque Nacional de Yellowstone, no estado de Montana, como um passeio imperdível para se fazer. Logo, Germano pretende visitar o Texas, Califórnia e Nova York, em meio às folgas de seu trabalho.
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