Há doze anos, Lourenço deixou Vacaria para residir no litoral de Santa Catarina. Hoje, o Corretor de Imóveis mora em Balneário Camboriú, e está super acostumado com o cotidiano em regiões de praia.
Apesar disso, lá deparam-se com uma realidade um pouco diferente da que esperavam.
“Como fomos numa época em que lá é início de verão, encontramos uma água bastante gelada, praticamente impossível de entrar, mesmo com o calor intenso que fazia. Outra questão foi fuso horário, na Espanha são cinco horas a mais, anoitecendo a partir das nove horas da noite. Então, quando parávamos pra pensar, já era meia-noite e no outro dia acordávamos cedo para aproveitar o máximo possível, tanto do resort, quanto dos passeios”, relembra ele.
Outra grande diferença que encontraram foi na gastronomia que, apesar de ter bastante variedade de comida, os turistas não aprovaram a qualidade. ”Eu diria que a alimentação no Brasil é, em todos os aspectos, muito superior”, afirma.
Lourenço notou que, em Ibiza, as pessoas foram solícitas e simpáticas. Já em outras localidades da Espanha, o povo se mostrou ríspido e sem paciência, não fazendo questão de ajudar os turistas.
Muito além de festas
As festas de Ibiza são parte essencial da identidade da ilha e ajudaram a transformá-la em um dos destinos mais famosos do mundo para a música eletrônica. Porém, o vacariano encontrou muito mais do que isso por lá.
“Alugar o carro e a moto e explorar as praias, as paisagens, vários pôr do sol sensacionais, nos permitiram conhecer melhor a cultura e o estilo de vida deles. Um dos lugares que mais contribuiu para isso foi Dalt Vila, a parte histórica de Ibiza, que são as antigas muralhas, ruas de pedra e construções históricas. Também vale muito a pena conhecer Formentera e suas praias. E, claro, vivenciar pelo menos uma das festas tradicionais de Ibiza, porque a vida noturna faz parte da identidade da ilha. No fim, acho que a combinação entre história, natureza, gastronomia, cultura local e vida noturna tornou a viagem muito mais enriquecedora”, declara.
Por fim, perguntamos ao viajante, depois dessa experiência na Europa, o que ele gostaria de mudar em sua cidade natal, para que ela também seja conhecida pelo seu potencial turístico. Lourenço nos diz que investiria na revitalização do centro, com calçadas melhores, paisagismo, iluminação, espaços de convivência e modernização de fachadas comerciais, por exemplo.
“Também buscaria atrair novas empresas e indústrias, principalmente ligadas ao agronegócio, para gerar empregos e renda. Melhoraria as entradas da cidade e a mobilidade urbana, pensando no crescimento dos próximos anos, atentando ao fato de duas BRs atravessarem a cidade, o que torna logisticamente muito favorável a tudo isso. Outro ponto seria investir em educação e qualificação profissional para manter os jovens na cidade, pois percebo uma evasão de recém formados no Ensino Médio, ainda mais com a possibilidade do Ensino Superior da principal Universidade sair da cidade”, ressalta.
Viajar para o exterior é uma oportunidade de ampliar horizontes e vivenciar diferentes formas de enxergar o mundo. Cada viagem proporciona aprendizados e memórias que enriquecem a vida e transformam a maneira como vemos a nós mesmos e o mundo ao nosso redor.








