Alemanha em movimento

Há trinta anos Magali Fett mora na Alemanha, trabalhando como bailarina, coreógrafa e professora de dança, além de estar no Mestrado de Pesquisa em Performance Practices na Holanda. Apaixonada pelo país, ela nos conta sua experiência passando a maior parte da vida longe do local de origem

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Expedição Daniela Bucholz
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Como sua família é descendente de alemães, Magali sempre teve curiosidade de saber como seria a Alemanha. Bailarina, ela se interessou pelo tipo de dança que se desenvolveu lá, chamada de dança-teatro. Foi então que, em 1996, foi para Essen, fazer uma audição na Folkwang University, iniciando seus estudos na faculdade.

Atualmente residindo na cidade de Bremen, Magali conta curiosidades interessantes sobre morar no motor econômico da Europa.

“Os longos e escuros dias de inverno são diferentes dos de Vacaria e no verão o sol se põe às 22h. Come-se muito mais carne de porco do que de gado e o pão é muito bom, rico em grãos. O sistema político é o Parlamentarista e o governo mantém o transporte público muito eficiente, assim como as ruas limpas e com muitas pistas para bicicletas, principal meio de locomoção dos alemães, bem como bondes e trens”, explica ela.

Para Magali, as cidades mais populares para se conhecer são Berlim e Munique, mas Bremen também é bonita e há sempre muitos turistas no local. Ela ressalta que cada região tem suas atrações e depende muito da época do ano, como o Natal, que ganha uma decoração diferenciada por todo o país.

Quando indagada sobre a viagem ou passeio que mais marcou sua vida, ela destaca o Uzbequistão.

“Fui para lá com a companhia de dança do Teatro de Bremen, no qual trabalhei por muitos anos. Foi uma das experiências mais interessantes culturalmente falando. É como voltar no tempo da União Soviética já decadente, mas agora com muita vida nas ruas, mercados abertos, diversas cores nas roupas e utensílios das pessoas e muito barulho. O teatro também estava decaído, mas o público nos aplaudiu de pé e foi muito emocionante ter dançado lá”, relembra.

Sobre sua cidade Natal, a vacariana diz sentir falta, quando vem visitar sua família, de ter espaços abertos, como um parque para que as crianças possam brincar, quadras de futebol e vôlei para os jovens e, porque não, um teatro ao ar livre.

“Morar fora faz você enxergar seu lugar de origem sob outra perspectiva, assim como, ter vivências diferentes das usuais, encontrando pessoas com diferenças culturais, descobrir lugares e absorver novos conhecimentos”, finaliza ela.

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