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A mãe que respeita as diferenças

Há um ditado que diz: “mãe sempre sabe”. Neste caso, em especial, a mãe,
além de saber, defende e respeita a condição sexual de seu primogênito

11/05/2017 Especiais Carol Padilha e Matheus Huff Bruna Bueno

Há um ditado que diz: “mãe sempre sabe”. Neste caso, em especial, a mãe, além de saber, defende e respeita a condição sexual de seu primogênito. O filho, hoje com 32 anos, é homossexual e leva uma vida cheia de amor e afeto, graças à aceitação de sua mãe, que deu todo o suporte necessário para que o jovem enfrentasse o preconceito que ainda existe na sociedade.

Ao sair da cidade para fazer faculdade, a cabeça desse menino, cheia de dúvidas, se “abriu”. Foi então que, apesar do medo da rejeição, resolveu assumir para a sua mãe que era gay. “Tive medo que minha mãe não me aceitasse, dissesse coisas ruins e não quisesse mais participar da minha vida. Para minha surpresa e felicidade, ocorreu exatamente o contrário”, relata o filho.

Quando o seu filho é gay, as pessoas esquecem que ele é, em primeiro lugar, um ótimo ser humano, um excelente profissional e um filho exemplar.”

A mãe, por sua vez, admite que, no início, não foi fácil. Pela falta de informação e por ser uma situação totalmente nova em sua vida, ela tentou lidar da melhor forma possível com a notícia que, para ela, não foi tão surpreendente assim. “Eu sentia e já tinha percebido que ele era diferente. Quando o assunto veio à tona, a primeira preocupação foi com os olhares das outras pessoas em cima dele”, explica a mãe.

A família é composta pela mãe, três filhos e o pai, o qual foi o único que não conseguiu mostrar empatia pela causa até agora. Apesar disso, a convivência é tranquila e todos respeitam o espaço do outro. Mas um dos fatores que mais incomoda a matriarca são os rótulos que as pessoas impõem naqueles que não se encaixam no “padrão”: “quando o seu filho é gay, as pessoas esquecem que ele é, em primeiro lugar, um ótimo ser humano, um excelente profissional e um filho exemplar. O foco não está em suas relações amorosas”, desabafa.

A defesa sobre a igualdade de direitos leva essa mãe a não ver diferença entre sua filha levar namorados para casa e seu filho poder fazer o mesmo. Com inteligência e um coração gigante, ela conversa sobre qualquer assunto com seu filho, estreitando ainda mais os laços entre eles e mostrando que a vida é um eterno aprendizado para quem está disposto a evoluir.

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