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O Landau que impõe respeito

Para Sampayo Scopel não há dinheiro que pague
o seu inegociável Landau Cortejo 1976

01/06/2016 Inegociáveis Carol Corso e Matheus Huff Bruna Bueno

“O Landau era um sonho desde que me conheço por gente. São os quilômetros por litro mais felizes da vida de alguém com bom gosto”

Há três anos o autônomo Sampayo Scopel finalmente adquiriu seu tão desejado Landau Cortejo 1976. De estilo fúnebre, o clássico “mete medo em muita gente”, além de apresentar um belo V8, motor que, para Scopel, é uma filosofia de vida.

― O Landau era um sonho desde que me conheço por gente. São os quilômetros por litro mais felizes da vida de alguém com bom gosto― esclarece.

O automóvel apareceu na vida de Sampayo através da internet, enquanto pesquisava pelo modelo em um site de vendas, onde acabou encontrando um vendedor de Passo Fundo disposto a fazer negócio. Na época, Scopel tinha um Dodge 1979 que interessou o dono do Landau à venda na época. Igualmente, um encantou-se pelo carro do outro, dando início a uma longa novela de negociações. Dois anos de transações se passaram para que, finalmente, Dodge e Landau fossem permutados.

― Eu troquei o Dodge “de mano” pelo Landau porque estava apaixonado. Quando o vi foi amor à primeira vista. Foi difícil, porque o Dodge tinha um custo mais alto de mercado. Demorou, mas deu tudo certo ― lembra.

SEM FRESCURA

O bom estado de um automóvel pode ter um conceito variável. No caso de Sampayo, não há tanta frescura. O que ele realmente preza é andar com o veículo e aproveitá-lo, sem a preocupação em ficar polindo cada detalhe:

― Não perco muito tempo em manter meu carro limpinho e lindão para todo mundo ficar babando em volta. Isso não faz a minha cabeça. Eu gosto de tocar o arranque e ouvir o barulho do motor.

No entanto, a mecânica desse clássico macabro é bem cuidada para não haver nenhum problema na estrada. A parte onde se alocava o caixão foi modificada e já não existe mais. No lugar foram postos bancos, ampliando o porte para seis pessoas dentro.

INEGOCIÁVEL DE VERDADE

Sampayo morreria de desgosto se vendesse seu estimado Landau. Também apanharia da sua esposa e do filho, que, da mesma forma, são alucinados pelo veículo. Já foi oferecida uma Captiva 2014 em troca do Cortejo. Mas não teve jeito:

―Por mais que o preço do Landau não seja tão alto, para mim não há dinheiro que pague. Meu apego por ele é gigante.

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