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Um Boca de Bagre inalterado

O Chevrolet 3100 do empresário Everton Borges funciona
como novo utilizando as mesmas peças originais de 1954

29/02/2016 Inegociáveis Carol Corso e Matheus Huff Yhuri Ramos

O Empresário Everton Borges tem gosto por carros antigos, em especial, os modelos Pickup. Seu primeiro exemplar clássico veio do Uruguai, um Chevrolet 3100 ano 1954 já com várias peças e itens alterados. Desta forma, Everton decidiu fazer dele um modelo Hot Rod.

Mas Borges mal esperava que fosse encontrar o mesmo modelo, também conhecido como “Boca de Bagre”, aqui no Brasil, em Vacaria, e num estado de conservação melhor do que o seu importado do país vizinho.

Tudo aconteceu há oito anos. Heitor Talamini, já falecido, também tinha um Chevrolet 3100 ano 1954 modelo nacional em seu sítio. O veículo já não era usado fazia dois anos e servia até como dormitório para galinhas. Everton descobriu a existência desta relíquia através do sobrinho de Talamini, que o levou até a propriedade do tio para negociar o veículo.

Heitor foi o único dono da Pickup até o empresário chegar e propor a compra.

- Mesmo depois de dois anos sem uso, o carro funcionou direitinho, com absolutamente tudo original, sem nunca ter uma peça sequer alterada. Estava em ótimas condições- explica Borges.

“Mesmo depois de dois anos sem uso, o carro funcionou direitinho, com absolutamente tudo original, sem nunca ter uma peça sequer alterada. Estava em ótimas condições” explica Borges

Everton recorda que Heitor decidiu vender o Chevrolet porque temia brigas na família, já que todos os netos queriam o veículo. Com o dinheiro da venda, conseguiu comprar gado para transformar a herança em algo que fosse possível dividir.

O empresário e sua família estão felizes com este clássico em sua garagem. Hoje os objetivos de Everton são restaurar o veículo e adquirir a placa preta de colecionador para a pickup, identificação que comprova a originalidade do carro. Além disto, irá deixar a caminhonete exposta em sua firma, a ERB Guinchos.

-Mas também vou dar umas voltas com ela, ligar o motor. Não vai ficar apenas para exposição- promete Borges.

UMA CURIOSIDADE

Quando Everton e Heitor foram resolver a “papelada” do carro no processo de venda, o Centro de Registro de Veículos Automotores de Vacaria (CRVA) não encontrou o Número de Identificação do Veículo (NIV) gravado no chassi do Chevrolet. Nem o Detran de Porto Alegre conseguiu localizar. Quem solucionou o mistério foi um colecionador especialista, informando que o número de série das Pickups 3100 de 1954 era gravado no motor e não no chassi.



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