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Hot Rod de pai pra filho

A paixão pelo Fubica

10/10/2012 Inegociáveis Giana Pontalti Vinicíus Todeschini

Os garotos esperam ansiosamente a chegada de seus 18 anos para que possam assumir a direção de um carro. Mesmo com a autorização legal para dirigir, muitos deles não têm independência financeira para comprar o veículo dos sonhos. Qual a solução? Rodar por aí com o carro do pai ou de amigos ou comprar um que o bolso alcance. 
Os adolescentes americanos buscaram uma alternativa. Nas décadas de 40 e 50 compravam veículos antigos, mais acessíveis à compra, e os modificavam. Aproveitavam a carroceria de um carro velho e trocavam o motor para aumentar a potência, preferencialmente um V8. Tal hábito virou moda e assim nasceram os hots.
Em Vacaria, um hot rod acabou de ser montado. Foi feito com a carcaça de um fubica 1929, encontrada no Uruguai, e o motor F100 de 1974.

“O fubica foi todo montado em nossa oficina, só a pintura e o estofamento foram terceirizados”, explica Mário Guizolfi, proprietário.

Telmo, seu pai, entende de mecânica e este é o terceiro hot que monta. 
Basta chegar à oficina dos Guizolfi para constatar que ali é ambiente de gente apaixonada por carros. Partes de veículos antigos decoram o espaço e quadros de corrida invadem as paredes. Os carros ali estacionados são cuidados com zelo. 


Um hot é um veículo totalmente atípico, construído com peças de diferentes carros. A maioria deles tem o motor exposto e rodas dianteiras mais à frente. “As rodas frontais eram menores propositalmente para que a arrancada fosse melhor”, explica Mário.

“O bacana do hot é que você pode criar o veículo que imaginar”, diz. É justamente por isto que não é exagerado afirmar que um hot é um veículo autêntico, cada um é único. O dos Guizolfi é charmoso, de cores discretas, mas com o motor “sangrando”. É rico em detalhes. A maioria deles, de Fords de outras épocas. 
O hot é chamativo. Sua placa também. Foi na capital paranaense que Mário conseguiu emplacar o veículo. “Essa é uma das singularidades dos hots. O chassi é de um carro, o motor e peças são de outro e isto dificulta o registro” explica. 


Se o registro do fubica não foi fácil de fazer, no coração de Mário não se pode dizer o mesmo. Ele ganhou o carro do pai e o apresenta com todo o orgulho de quem acaba de ganhar o melhor presente da vida. 

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