Explicando a eutanásia

O termo eutanásia pode ser considerado como “a indução da cessação da vida animal, por meio de método tecnicamente aceitável e cientificamente comprovado, observando sempre os princípios éticos”

01/03/2019 Artigos Toca das Patas

Todos os seres vivos um dia irão morrer, portanto em algum momento você terá que dizer adeus ao seu animal de estimação. Infelizmente, a expectativa de vida dos animais, mesmo sendo eles muito bem tratados, é curta em relação ao tempo que o dono viverá. Por isso, é frequente os donos de animais de estimação terem que lidar com a morte de um ou mais pets com o passar dos anos.

O termo eutanásia pode ser considerado como “a indução da cessação da vida animal, por meio de método tecnicamente aceitável e cientificamente comprovado, observando sempre os princípios éticos”.

A decisão pela eutanásia (sacrificar o animal) não deve ser por causa de despesas médicas, falta de tempo pra cuidar do bichinho ou simplesmente porque não quer mais o pet. A decisão deve ser tomada juntamente com o veterinário, que irá seguir critérios médicos, normalmente para casos irreversíveis onde é impossível a recuperação do animal.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) elaborou um guia de boas práticas para a eutanásia de animais, que leva em consideração o fato de que os animais são capazes de sentir, interpretar e responder a estímulos dolorosos e ao sofrimento. Esse guia serve para orientar veterinários e donos de animais na tomada da decisão sobre a eutanásia e os métodos utilizados.

Entre cães e gatos a eutanásia é indicada quando o bem-estar do animal estiver comprometido de forma irreversível, sem possibilidade de controle por analgésicos ou sedativos ou a condição do animal for uma ameaça à saúde pública (se estiver com raiva, por exemplo).

Os princípios de bem-estar animal, relevantes para a eutanásia em animais, objetivam garantir: elevado grau de respeito aos animais; ausência ou redução máxima de desconforto e dor; inconsciência imediata seguida de morte; ausência ou redução máxima do medo e da ansiedade; segurança e irreversibilidade.

“Um animal de estimação reflete o afeto que investimos numa relação que nos ensina a ser generosos e a exercitar a capacidade de cuidar”. (Silvana Aquino)

Autora: Juliana Barros - Veterinária da Toca das Patas.

 

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