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Expedição: Paraguai

Mauricio Reginini Tallamini mora no Paraguai há pouco mais de três anos e divide a sua experiência durante esse tempo fora de Vacaria

01/07/2018 Expedição Carolina Padilha Alves

Maurício é agrônomo e se mudou para San Alberto, no Paraguai, em busca de aperfeiçoamento em sua profissão e novos campos de trabalho. O setor da agricultura do país está em grande avanço, tanto na produção, quanto na tecnologia, e sabendo disso, nosso conterrâneo aceitou o convite de seu primo para ir morar lá.

“Quando cheguei trabalhava de ATV de uma empresa de produtos foliares para lavoura, depois passei a ser vendedor de agroquímicos e hoje sou autônomo, prestando consultoria agronômica para alguns produtores da região”, explica Maurício.

Por ser um país que faz fronteira com o Brasil, o Paraguai não possui costumes e cultura tão diferentes da nossa, porém algumas diferenças podem ser notadas. A começar pela temperatura, que para quem está acostumado com o frio de nossa cidade, estranha o calor intenso que faz em San Alberto. Na alimentação, destaca-se o milho, a mandioca e seus derivados, para uma população em que quase 80% são brasileiros, vindos de todos os estados. “O convívio entre brasileiros e paraguaios é bastante amigável, mas sempre vai existir um pouco de rivalidade”, comenta.

A característica dos paraguaios que mais chamou a atenção de Maurício foi a humildade e a igualdade entre as pessoas. Apesar de apontar que o nível cultural dos habitantes é o mesmo, a população tende a ser mais acessível em alguns pontos específicos.

“Aqui as pessoas são menos “interesseiras” que aí, o pessoal pensa pra frente e com eles não existe tempo ruim. Todos se tratam de igual para igual, e não é porque uma pessoa tem uma condição financeira boa que ela vai esnobar quem tem uma renda menor, como por exemplo, os produtores com muito mais capital que os grandes fazendeiros de Vacaria, comem espetinho na rua e tomam cerveja com os amigos em bares comuns da cidade,” completa.

Quando indagado sobre melhorias que gostaria que fossem feitas em sua cidade natal, o agrônomo não pensa duas vezes. “Sem dúvida nenhuma, a questão da segurança. Se falarem para mim que o Paraguai não tem leis e nem regras, vão arrumar briga comigo, pois me sinto muito mais seguro andando em qualquer lugar aqui, do que em Vacaria ou em outras cidades do Brasil”, explica.

Aos olhos de Mauricio, alguns locais interessantes a serem visitados no Paraguai é a Ciudad del Este, onde os brasileiros normalmente vão para comprar produtos baratos, também a Usina Hidrelétrica Itaipu e a cidade Salto del Guairá, outro pólo turístico de compras, mas com uma melhor estrutura para receber os visitantes.

Sem data para retorno, Maurício faz visitas esporádicas à sua família em Vacaria e acredita que seu crescimento, tanto pessoal quanto profissional, foi muito importante para seu desenvolvimento e sua capacidade de enfrentar as dificuldades.

“Para mim, todo dia há uma nova experiência, pois a vivência com pessoas diferentes nos mostra outros pontos de vista e outras perspectivas. Certamente, de um dia para o outro morar sozinho e em um lugar desconhecido, foi um grande desafio. Temos que estar em constante evolução, pois toda experiência e conhecimento um dia vai ser utilizado”, finaliza.

 

    

    

 

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