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Expedição: Los Angeles

Gustavo Sganzerla realizou dois semestres do curso de Ciência da Computação no Estado da Califórnia e nos conta um pouco sobre essa experiência

01/01/2018 Expedição Carolina Padilha Alves

Com apenas dezenove anos, Gustavo decidiu fazer intercâmbio para os Estados Unidos. Sua escolha de destino, se deu pelo fato de o país ser um pólo mundial de produção científica e acadêmica, em específico o estado da Califórnia, que é um dos principais eixos quando o assunto é tecnologia de informação.     

Seu aprendizado não aconteceu apenas na California State University Northridge, universidade onde estudou, mas também através do convívio com novas pessoas, culturas e costumes.

“Tive professores do mais alto nível, e isso me trouxe um ganho imensurável no aspecto intelectual, mas há mais do que isso. Há um aspecto mais tácito, onde é possível extrair um aprendizado enorme de amizades locais, bate papos com pessoas, observar o cotidiano. Quando somados esses dois campos, acadêmico e pessoal, passamos a ver a vida com outros olhos”, declara Gustavo.

 No que diz respeito ao choque cultural presenciado, Gustavo descreve que por se tratar de dois países ocidentais, Brasil e EUA, as diferenças não são tão gritantes, porém algumas peculiaridades devem ser destacadas. “Em 2014, ano que estive lá, quase não vi chuva. No entanto, a região sofre terremotos constantes devidos a aspectos geológicos. Presenciei quatro terremotos, felizmente, sem grandes problemas”, relembra.

Outro aspecto é a comida da região, que recebeu influência mexicana, afinal, a Califórnia pertenceu ao México no passado e por isso é comum encontrar restaurantes típicos, com um cardápio bastante apimentado. A cultura americana de culto ao fast food também é marca registrada no país. Los Angeles é uma cidade multicultural e é conhecida por ser um dos locais mais “mente aberta” do país. 

“Por conviver com pessoas de todas as partes do mundo enquanto estive lá, abri meus olhos para pequenos preconceitos que são cultivados em nossa casa. Isso melhora e torna a vida diária excelente, leve e despojada”, diz Gustavo.

Pontos turísticos e lugares interessantes para conhecer não faltam. Contudo, o trânsito na cidade é intenso e as distâncias são significativas, isso somado ao transporte público ineficiente, que faz com que os turistas aluguem carros para passear. Alguns dos locais imperdíveis são: a calçada da fama, o observatório Griffith, o Hollywood Sign, os parques da Disney, estação de ski Big Bear Mountain, Death Valley, as cidades de Las Vegas e San Francisco, sem falar nas diversas praias da cidade.

Segundo Gustavo, a vida nos Estados Unidos é mais fácil do que no Brasil. Lá, se aproveita melhor o tempo, as coisas funcionam, o país é organizado. Como boa parte disso é produto da cultura do país, não é algo que pode ser simplesmente importado para o Brasil.

“Existem detalhes pequenos que podem ser levados em consideração e fazem diferença. Gestos como demonstrar educação e respeito ao próximo, que são fortes virtudes dos americanos, não necessitam de grandes esforços e são coisas que eu gostaria de ver acontecendo no meu país”, comenta.



 

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