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Expedição: Índia

Manuele Ferreira é uma vacariana que vive com a mochila nas costas, sempre em busca de novos horizontes. Entre os mais de quarenta países que já visitou, ela divide as suas impressões em relação a Índia e sua cultura tão controversa

01/10/2018 Expedição Carolina Padilha Alves

Manuele é formada em Odontologia e viaja o mundo exercendo sua função. Em 2016 foi morar na Irlanda, onde reside até hoje, mas não é sobre sua atual moradia que ela vai nos contar.

Apaixonada pelo continente Asiático, a viajante sempre teve o sonho de ir para a Índia, mesmo sabendo os desafios que poderia encontrar, como o caos no trânsito, as buzinas ensurdecedoras, o machismo extremo que leva o país a ter um dos maiores índices de violência contra as mulheres, a sujeira, entre outros.

Chegando lá, no final de 2017, ela encontrou tudo isso, mas também se deparou com um lugar de beleza extrema, com construções históricas incríveis, uma mistura de cores das próprias roupas indianas e sabores exóticos na culinária. “Tudo é diferente, desde a divisão por castas, o vegetarianismo, as comidas que fazem os indianos transpirarem curry, o  famoso chai pra engatar longas conversas, as vacas sagradas com preferência no trânsito, os macacos folgados que roubam comidas. Enfim, é um país de mistérios, com trezentos milhões de deuses”, comenta Manuele.

Berço do hinduísmo e do budismo, a religião hinduísta é a que predomina com 80% da população devota, sendo a terceira maior religião do mundo. A Índia também tem a maior democracia do planeta. As reformas econômicas transformaram o país em uma das economias de mais rápido crescimento do mundo, no entanto, o país ainda sofre com o alto nível de pobreza, analfabetismo, doenças e desnutrição.

Segundo a conterrânea, nas pequenas e grandes cidades a pobreza é a característica mais visível, mas poucos povos no mundo podem ostentar tanta riqueza e diversidade cultural, quanto o indiano. O fascínio da Índia está nos opostos. “Cruzei olhares com crianças que carregavam o peso que a vida lhes deu para que fossem adultos. Mulheres que por trás dos seus saris queriam dar um sorriso mas não podiam. E os homens com suas caras amarradas, mas que ao enxergarem uma parte do corpo de uma mulher estrangeira descoberta ficam hipnotizados”, relembra.

    Para quem tem a mesma vontade de conhecer a Índia, Manuele lista os lugares que não podem faltar nesse roteiro de viagem:

  • Templo Akshardham: o maior templo Hindu do Mundo. Está localizado em Nova Delhi. É um complexo de monumentos, com uma arquitetura riquíssima em cultura e espiritualidade Hindu;

  • Memorial de Mahatma Gandhi (Gandhi Smriti): também em Nova Delhi, é a casa onde Gandhi viveu e também onde foi assassinado. O local reconstrói o modo de vida e os últimos passos do maior herói da Índia;

  • Templo de Lótus: da religião Ba’hai, que prega a diversidade. Por isso, eles acreditam que o homem é espiritual por natureza e o que os une é o amor a Deus, independente do Deus. Bom pra se desligar um pouco da cultura Hindu, é um lugar para todos se reunirem, refletirem e se adorarem, independente da  religião, sexo ou outras distinções;

  • Qutb Minar: é o maior minarete do mundo, considerado Patrimônio Mundial, pela UNESCO;

  • Portão da Índia: memorial para os 85 mil soldados mortos do exército indiano britânico na Primeira Guerra Mundial e nas Guerras Afegãs.

  • Túmulo de Humayun: mausoléu do imperador mongol Humayun, também Patrimônio Mundial da UNESCO. Dizem que serviu de inspiração para o Taj Mahal;

  • Connaught Place: região localizada em Nova Delhi, cheia de lojas e restaurantes;

  • Taj Mahal: localizado na cidade de Agra, foi mandado construir pelo imperador mongol Shah Jahan, em homenagem à memória de sua terceira esposa, que morreu ao dar a luz a um de seus filhos.

 

A vida na estrada te obriga a conviver com outras culturas, mas, principalmente, ensina a ser tolerante com o próximo que, na maioria das vezes, é o oposto de você. Por isso, Manuele deixa claro qual foi o seu aprendizado e sua carga positiva após a realização de mais essa aventura. “O contato com outros modos de vida te faz perdoar, pois toda hora é um tapa na cara diferente. Percebi o quanto pensava pequeno e o quanto ainda preciso evoluir, preocupando-se menos e arriscando mais, ajudando sempre as pessoas, porque um dia pode ser você naquela mesma situação. Me sentir perdida foi o que fez me encontrar. Nós somos as nossas experiências”, finaliza.

 

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