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Expedição: Bolívia

Foi no ano de 2013 que Gilmara Boeira fez um semestre de sua faculdade de Arquitetura e Urbanismo em Sucre, capital da Bolívia

01/09/2017 Expedição Carolina Padilha Alves

Foi no ano de 2013 que Gilmara Boeira fez um semestre de sua faculdade de Arquitetura e Urbanismo em Sucre, capital da Bolívia. Esta oportunidade surgiu através de um programa chamado MARCA/MERCOSUL, que disponibiliza bolsas de estudo para intercambistas. A estudante, na época, não pensou duas vezes: arrumou as malas e seguiu em busca de profissionalização em sua área. “Escolhi matérias que não havia no meu currículo aqui no Brasil para, assim, agregar mais conhecimento e descobrir novas formas de ensino”, explica.

Apesar de não ser um país tão distante do nosso e ter como língua o espanhol, que se assemelha ao português, Gilmara deparou-se com diferenças culturais e geográficas marcantes por lá.

“A comida é extremamente apimentada e, para quem não gosta ou não está acostumado, isso pode irritar o estômago. O clima seco dificulta a respiração por causa da altitude e chuvas torrenciais acontecem no país entre dezembro e fevereiro”, detalha Gilmara.

De acordo com Gilmara, os jovens bolivianos costumam receber muito bem os estrangeiros, são orgulhosos de sua tradição e estão sempre de braços abertos para acolher e mostrar as riquezas de sua terra. Já os mais idosos possuem certo receio em lidar com gente de fora do país. “Fiz amizades com pessoas maravilhosas, de bom coração, que acreditaram em mim e me fizeram um ser humano melhor”, lembra. Gilmara relata também que a população, no geral, não é muito ligada em política, porém se mostrava descontente com as decisões de Evo Morales, que continua na presidência até hoje.

A arquiteta, graduada em 2014, se enterneceu com a simplicidade dos bolivianos, característica que para ela, infelizmente, ainda falta em muitos “clãs” aqui no Brasil. “A humildade é o ponto forte do povo da Bolívia e que eu sinto falta no Brasil. Lá ninguém liga para o famoso ‘status’ e os bens materiais estão em segundo plano”, reflete Gilmara.

Gilmara elenca alguns pontos turísticos obrigatórios para quem pensa em visitar o país, como Potosí, a cidade mais alta do mundo, onde se encontram diversos museus e a Mina de Potosí, para a extração de pedras preciosas. Na cidade de La Paz, a Plaza Murillo, e em Sucre, o Mirante de La Recoleta e a festa anual que acontece em homenagem a Virgem de Guadalupe.

Com vontade de viajar pelo mundo todo e, principalmente, retornar para Sucre e reencontrar as amizades, Gilmara acredita que bagagem cultural e boas lembranças são a maiores riquezas que um ser humano pode possuir.



 

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