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Entenda a Leptospirose Canina

A leptospirose consiste em uma importante doença infecto-contagiosa, de notificação obrigatória, que acomete tanto os animais, quanto o homem

01/12/2018 Artigos Juliana Campos de Barros

Esta zoonose (doenças que são transmitidas para os humanos), que tem como agente etiológico bactérias do gênero Leptospira, é uma das mais frequentes, concentrando-se especialmente nos meses chuvosos, em regiões alagadas e/ou deficientes em saneamento básico.

A leptospirose é muito conhecida nos períodos de chuva. A população que mora em áreas propícias a alagamento entram em alerta exatamente pelo risco de contraí-la. Isso porque a doença infecciosa é transmitida por uma bactéria presente na urina de alguns ratos contaminados e por isso pode estar presente nas águas das enchentes. Mas, essa não é a única forma de transmissão, qualquer contato com um rato ou com a urina dele pode ser perigoso.

Por isso é importante ficar de olho, principalmente, nos cachorros que vivem em quintal, para evitar que eles contraiam a leptospirose canina. Embora a maioria dos cachorros tenha imunidade para combater o problema, casos graves podem se tornar fatais. A bactéria é eliminada através da urina do rato, por isso é importante evitar tudo que atrai os roedores, como lixo espalhado.

A bactéria causadora da leptospirose penetra na pele por pequenos ferimentos ou pelas mucosas. Após a infecção a bactéria se multiplica rapidamente na circulação sanguínea e se dissemina para o resto do organismo do cachorro, sendo os principais órgãos afetados são os rins e fígado.

Um cachorro contaminado pode ou não apresentar os sintomas da leptospirose . Isso acontece porque a bactéria age de maneiras diferentes em cada organismo, então alguns cães podem não apresentar os sintomas mais comuns, dificultando o diagnóstico. É exatamente por isso que para ter certeza de que o animal está contaminado é feito um exame de sangue e urina.

Os veterinários se baseiam em alguns sintomas para reconhecer os cães doentes. Dentre eles estão mucosas (olho e gengiva) amareladas e aparecimento de lesões na boca,

hematomas e manchas na pele, mudança no comportamento e depressão (o animal se torna mais triste e cansado), falta de apetite, vômitos, urina com sangue e febre.

Além dos sintomas da leptospirose aparentes ocorrem o aumento do número de glóbulos brancos no sangue e uma perda considerável de proteína pela urina. Todos os sintomas da leptospirose dependem da idade do cachorro,  do seu estado imunológico e de saúde.

O tratamento da doença pode ser iniciado antes mesmo do diagnóstico exato ao serem utilizados medicamentos que atingem apenas os sintomas específicos. Após o diagnóstico são aplicados antibióticos para impedir a proliferação da bactéria da leptospirose com o intuito de reduzir os danos causados ao animal e permitir que ele se recupere.

A melhor forma de prevenção da leptospirose canina é a vacinação.  As doses devem ser aplicadas regularmente anualmente ou a cada 6 meses, de acordo com o cronograma de vacinas e se o risco de contrair a doença seja maior na região que o animal vive.

Além disso evitar que o cachorro tenha contato com ratos, fazer uma dedetização da casa é uma boa opção.

 

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