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Empreendendo na dança

O amor pela dança fez com que Carla Vasconcelos abrisse sua tão sonhada escola

01/02/2018 Empreendedorismo Carolina Padilha Alves Bruna Bueno

Carla tem trinta e quatro anos e há onze veio do Paraná para nossa cidade. Desde muito pequena já fazia aulas de dança e sempre mostrou interesse por esse segmento, tanto que na faculdade, cursou Educação Física, já pensando na possibilidade de posteriormente fazer especialização em dança.

Durante o curso, Carla teve a oportunidade de estagiar em uma academia, sendo monitora de uma professora de balé e descobriu ali sua vocação. Ao terminar a faculdade e chegar de paraquedas em Vacaria com sua família, resolveu alugar um espaço para começar a dar aulas. “Notei que, por ser uma cidade pequena, não havia muita concorrência na área e resolvi dar o ponta pé inicial”, diz Carla. Então, em 2006, nascia a escola Corpo e Arte.

“Como todo começo não é fácil, para manter a escola tive que ser professora em Esmeralda e Muitos Capões, alternando os horários. Foi uma correria que valeu a pena”, relembra.

Aos poucos, o número de alunos da escola foi crescendo e Carla conheceu professores de várias modalidades de dança, como balé clássico, street dance, zumba, entre outros, e seu quadro de funcionários foi se formando. Devido a falta de infra estrutura necessária  e tempo para atender todas as turmas, Carla decidiu abandonar suas aulas nas escolas do interior e, com a ajuda de sua família, deu início a construção da escola nova.

“Meu marido tem um olhar empreendedor forte e me incentivou muito nesse processo”, comenta.

Em meio a tudo isso, a nossa empreendedora nunca deixou de estudar e se atualizar. Com especialização em Gestão Escolar,  Dança e Educação e MBA em Dança, Carla sentiu necessidade de se aprofundar na gestão de seu novo negócio. “Chegou uma parte da minha vida que eu não estava mais procurando tanto o lado artístico, por que afinal de contas eu era a mão de obra e a gestão, por isso precisei estudar para saber como proceder nessa nova fase”, explica.

Há um ano e meio, a Corpo e Arte abriu suas portas em novo local, contando com seis funcionários e doze modalidades entre dança e fitness. Porém, com o problema do espaço físico resolvido, outros fatores ainda atrapalham quem trabalha com arte em nossa cidade.

“Não temos apoio e nem incentivo político para a área da cultura. Nos espaços que temos para fazer os espetáculos ainda falta muita coisa e a população as vezes questiona o valor do ingresso do show, achando caro e que talvez não valha a pena prestigiar. Falta a conscientização da importância que o lado cultural representa”, desabafa.

A dança, principalmente para as crianças, proporciona um dos primeiros contatos com o espírito coletivo, coordenação motora, cooperatividade e é de uma beleza visual absurda. Por isso, Carla ainda pretende investir mais.

“Tenho vontade de transformar o local em um espaço de arte no geral, como oferecer aulas de pintura e teatro, por exemplo. Para isso acontecer, preciso de foco total, tempo e boas parcerias”, completa.

 

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