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Cinomose canina

Cinomose é uma doença viral altamente contagiosa que afeta o sistema gastrintestinal, sistema respiratório e o sistema nervoso central de alguns animais.

01/10/2017 Artigos Juliana Campos de Barros

Cinomose é uma doença viral altamente contagiosa que afeta o sistema gastrintestinal, sistema respiratório e o sistema nervoso central de alguns animais. É causada pelo vírus da cinomose canina (VCC), e apresenta alta taxa de mortalidade. Além de cães domésticos, a doença acomete outros carnívoros como raposas, furões, leões, leopardos e tigres. Sua transmissão acontece através do contato direto com as secreções nasal e oral de um cão doente.

A cinomose acomete cães de qualquer raça, idade e sexo, com maior ocorrência em filhotes e cães não vacinados. Os cães infectados pelo vírus da cinomose podem manifestar uma combinação de alterações clínicas como lesões respiratórias, gastrintestinais, cutâneas e neurológicas que podem ocorrer em sequência ou simultaneamente.  Vários sinais neurológicos podem acontecer, entre eles a convulsão e a mioclonia (tremores musculares), geralmente consideradas as manifestações clássicas da infecção pelo VCC.

Os sintomas variam de acordo com a amostra viral, idade e imunidade do cachorro. Filhotes são mais susceptíveis à mortalidade comparativamente aos mais velhos. Na forma clássica da doença, ocorre um pico de febre acompanhado de secreção nasal, conjuntivite, anorexia, diarreia e vômito. Podem aparecer também pústulas no abdômen. Geralmente, o quadro é acompanhado de diminuição do número de linfócitos.

O tratamento geralmente é de suporte ao animal, por meio da manutenção do estado geral, conservando a hidratação, utilizando antibióticos de amplo espectro a fim de combater infecções bacterianas secundárias. Complexos vitamínicos também são usados para aumentar o apetite e auxiliar na regeneração nervosa do bicho.  Não existe tratamento totalmente eficaz para a cinomose. O tratamento ameniza os sintomas, porém nenhum deles leva a cura. Eventualmente cães com mioclonia apresentam melhora com o tempo.

Para prevenção da doença é indicada a vacinação do seu filhote a partir de 6 a 8 semanas de idade seguidas de duas doses de reforço com 3 a 4 semanas de intervalo. Indica-se também a revacinação anual. Recomenda-se o isolamento dos animais doentes e uma boa desinfecção do ambiente onde este cão esteve. O vírus é pouco resistente no ambiente, sendo destruído com desinfetantes comuns.

A vacina protege os cães da cinomose, hepatite infecciosa canina (doença respiratória causada pelo adenovírus canino tipo II), parainflluenza, parvovirose, coronavirose e leptospirose.  É importante realizar as vacinas com um médico veterinário, pois ele é o profissional apto a examinar o seu bichinho, além de trabalhar com vacinas éticas e instituir um protocolo de imunização correto para cada animal.

 

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